
Quando fui ao cinema assistir "Piaf - Um Hino ao Amor" (La Môme/2007), dirigido por Olivier Dahan, não tinha grandes expectativas. Em primeiro lugar, por não ter conhecimentos sobre a vida da cantora francesa Edith Piaf, em segundo, por desconhecer outras obras do diretor e, por último, o fato de só ter visto atuações menores da atriz. Meu único referencial eram as críticas positivas que acompanharam a divulgação do filme. Talvez por não conhecer os fatos, não notei falhas ou algum momento importante que tenha sido “esquecido”. Na minha visão o diretor quis destacar uma trajetória de vida pontuada por perdas e tragédias, estas que tiveram seu contraponto na carreira artística. Ao ser descoberta por Louis Leplée (interpretado por Gerard Depardieu) Piaf terá em sua música e nos palcos a redenção. Não quero ficar aqui adjetivando a atuação de Marion Cotillard, quem viu o filme sabe do que estou falando, a impressão que se tinha é que ela estava realmente cantando as músicas de Piaf. Mas o filme não é excelente apenas por esse único elemento, obviamente que a excelência se deu por uma combinação de fatores, como por exemplo a montagem do filme, a forma não linear de mostrar a vida da cantora trouxe um outro impacto que seria bem diferente se a opção fosse seguir a cronologia dos acontecimentos, até porque alguns não foram bem explicados, foram "passados por cima", por serem entendidos enquanto não importantes (ou tão importantes) para serem contados nessa biografia. Independente de qualquer falha, "Piaf - Um Hino ao Amor" é uma obra de arte que deve ser apreciada.
link para o trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=uzEJ7NV_g98&feature=relatedlink de uma entrevista com Marion Cotillard após ter recebido o Oscar: http://www.youtube.com/watch?v=OSvlSRBAd7s


